

Fortaleza foi palco, neste 7 de Setembro, de uma poderosa demonstração de luta e resistência. A 31ª edição do Grito dos Excluídos reuniu mais de cinco mil pessoas na Praia do Futuro, com concentração na Praça da Paz, em um ato que ecoou por todo o país em defesa da inclusão, da soberania nacional e da justiça social. A Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços do Estado do Ceará (Fetrace) participou ativamente da manifestação, mobilizando sua diretoria e sindicatos filiados.
Sob o lema “Cuidar da Casa Comum e da Democracia é luta de todo dia”, o evento reuniu um amplo espectro de movimentos populares, sindicatos, pastorais sociais, partidos políticos e parlamentares, unidos em um só coro por direitos e por um Brasil mais justo.
Uma pauta unificada pela justiça
As reivindicações dos manifestantes foram diversas e urgentes, refletindo os grandes desafios nacionais e globais. Os discursos dos representantes dos movimentos sociais destacaram:
O fim da escala 6×1, considerada desumana e exaustiva para a classe trabalhadora.
O reajuste da tabela do Imposto de Renda e a taxação dos super-ricos, como forma de reduzir a desigualdade social.
A defesa intransigente do meio ambiente e da “Casa Comum”.
O fim imediato do genocídio do povo palestino em Gaza, com centenas de manifestantes vestindo as cores da Palestina e carregando faixas de protesto.
Fetrace na linha de frente da luta
O presidente da Fetrace, Francimar Silva, reforçou o compromisso da Federação com as pautas trabalhistas. “Precisamos lutar incansavelmente pelo fim da escala 6×1 e por um aumento real na faixa de isenção do imposto de roenda. É crucial entender que os direitos nunca caíram do céu; foram conquistados com muita luta. Por isso, devemos intensificar a cobrança junto aos nossos deputados federais”, afirmou Silva.
A diretora de Mulheres da Fetrace e da CUT-Ceará, que integrou a coordenação do ato, enfatizou a importância da unidade. “Todas as nossas reivindicações são justas e urgentes. Este momento é de acumular forças para manter o Brasil no rumo certo, com mais democracia, distribuição de renda e justiça social para todos e todas”, declarou.
Encerramento simbólico em comunidade ameaçada
O ato teve um encerramento simbólico e potente na comunidade Raízes da Praia, local que sofre com a ameaça de desapropriação para a instalação de uma Usina de Dessalinização. A escolha do local destacou a luta pelo direito à moradia e a defesa das comunidades tradicionais contra projetos que desconsideram o seu direito de existir.
A presença da Fetrace e de seus filiados no Grito dos Excluídos reafirma o papel central da entidade na luta por melhores condições de trabalho, por direitos sociais e por um projeto de país que priorize sua gente.







