

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), divulgou nesta segunda-feira (16) a terceira edição do boletim Boas Práticas nas Negociações Coletivas. A publicação foca na inclusão de cláusulas voltadas à juventude nos acordos coletivos de trabalho, destacando o papel estratégico do diálogo sindical na promoção do trabalho decente para jovens brasileiros.
Segundo o boletim, cerca de 47% das negociações coletivas registradas em 2023 incluíram ao menos uma cláusula relacionada à juventude. Entre os principais temas estão o abono de faltas para realização de provas escolares, incentivo à contratação de aprendizes e estagiários, políticas de qualificação profissional e proteção a jovens convocados para o serviço militar obrigatório.
A edição atual reúne 15 exemplos de cláusulas negociadas entre sindicatos e empregadores em diversas regiões do país. As iniciativas demonstram como a negociação coletiva pode ser uma ferramenta eficaz para ampliar direitos e facilitar a permanência dos jovens no mercado formal de trabalho.
O boletim também chama atenção para os desafios estruturais enfrentados pela juventude brasileira, como o alto índice de desemprego e a informalidade. Nesse cenário, a atuação sindical tem papel central ao propor medidas que promovem a inclusão produtiva com garantias de direitos.
A série Boas Práticas nas Negociações Coletivas tem como proposta registrar e disseminar experiências bem-sucedidas de diálogo entre trabalhadores e empregadores, com foco na construção de relações de trabalho mais justas.
Acesse: Boletim Boas Práticas